sábado, 28 de fevereiro de 2009

MAIOR MÁGICO DO MUNDO

Enquanto tiro a neve das orelhas, após minha última e não menos cansativa viagem, faço um pequeno intermezzo com um show fantástico de mágicas. É absolutamente incrível a mágica de Daniël Chesterfield...




















domingo, 22 de fevereiro de 2009

UM INVERNO DIFERENTE - PARTE FINAL


Revisiting Normandy - John Williams

De Port Stanley resolvi rumar para Buenos Aires e de lá para New York, onde Elsa me esperava aflita. Shackleton e seus companheiros, a bordo do Yetcho, um arrastão chileno, finalmente resgatou sua tripulação na Ilha Elefante, após três tentativas...Foto tirada por Frank Hurley, em agosto de 1916, da tripulação do Endurance em sua paciente espera pelo socorro...









Em 1921 recebi uma carta de Schackleton,narrando a recepção londrina da chegada dele e de sua tripulação, em 29 de maio de 1917, em plena Primeira Guerra Mundial. Foi indescritível...





Infelizmente meu amigo irlandês, Schackleton, enquanto navegava, em sua ultima viagem de exploração , no dia 05 de janeiro de 1922, sofreu um ataque cardíaco, a bordo do Quest, nos arredores da Ilha da Geórgia do Sul. O mundo lastimou a morte daquele explorador que foi um triunfante sobre a vontade em sobreviver...



Anos mais tarde fui visitar meu amigo em Gryvitken....




Nesse mês de visita a Sir Ernst Schackleton, aproveitei , também, para visitar a James Caird Society e ver de perto, novamente, nosso valente bote de ouro...

Fui, em 1964, ao encontro dos sobreviventes daquela aventura e do tempo...



Adquiri um livro muito interessante que depois dei de presente para meu amigo Schroedinger...

Incrível como o tempo passou e como certas lembranças permanecem inalteradas até o fim...
Durante os anos de 1914 a 1917, lutando pela sobrevivência em um lugar inóspito e hostil aqueles estranhos tornaram-se amigos pelo destino, amigos pela solidariedade, amigos pelo sofrimento, amigos até o final de seus tempos.





FIM

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

UM INVERNO DIFERENTE - PARTE I I I


Apollo 13 Soundtrack

O dia 09 de abril de 1916 foi um dia decisivo pois todos decidiram navegar com os botes em busca de salvamento.
1. Bote Jaime Caird: Shackleton, Wild, Hurley, Clarc, Wordie, Hussey, James, Green, Vincent, McCarthy, McNish e Filósofo (espremido no fundo).

2. Bote Dudley Docker: Worsley, Greenstreet, Cheetham, Macklin, McLeod, Marston, Kerr, Lees, Holness.
3. Bote Stancomb Wills: Hudson, Crean, Mcllroy, Howe, Bakewell, Stephenson, Rickenson, Blackborrow e Pimpolho (esmagado no fundo).
Rumamos para Oeste...




Como os equipamentos estavam comprimidos nos botes e além disso, a situação não permitia fotografias, Marston desenhou nossa epopéia até o dia 12 de abril, quando montamos um pequeno acampamento em um floe que se deslocava...



O pior foi aguentar o pessoal imitar bezerros famintos enquanto Green esquentava o leite...Os equipamentos da cozinha foram cuidadosamente montados. Passamos a noite no bloco de gelo. Pela manhã...decepção... o bloco de gelo navegou para sudeste e retornamos 55 quilômetros. Estávamos próximos à posição de 09 de abril. Próximos da Ilha Elefante. Estabelecemos o curso para lá.



Shacketon disse: "Esse foi o primeiro desembarque jamais realizado na história da Ilha Elefante, e achei que a honra deveria caber ao membro mais jovem da expedição: Blackborrow." Mas Shackleton teve que saltar do bote junto com Blackborrow, pois os pés do rapaz não se firmavam no chão de Tão machucados pelo frio....


Estávamos em terra firme após 497 dias no gelo e no mar...






Shackleton tomou a decisão de viajar no Jame Caird em busca de socorro. Juntamente com ele, no mesmo bote estavam Worsley, McNish, McCarthy, Vincent, Crean e eu. Na verdade fiquei junto aos mantimentos para não atrapalhar. O jaime Caird tinha 6 metros de comprimento.




Então, no dia 23 de abril de 1916, o Jaime Caird foi lançado para o alto mar. Ficamos amarrados ao Stancomb Wills que fez algumas viagens da praia até o Jaime Caird trazendo os equipamentos e os mantimentos. Após a última viagem do Stancomb,, apertamos as mãos dos tripulantes dele e nos depedimos. Içamos a bujarrona, cortamos o cabo que nos prendia e nos afastamos para nordeste...O Pessoal, na praia, acenava para nós. Foi uma despedida emocionante.

O dia 10 de maio amanheceu sem vento. Avistamos uma baía que Shackleton disse ser a Baía do Rei Haakon. Após algum esforço conseguimos chegar até à praia e desembarcar. Foi uma felicidade geral quando encontramos água cristalina e gelada em um regato ao nossos pés. montamos nosso acampamento em uma caverna. Todos se sentiam o próprio Robinson Crusoé... Em 15 de maio, puxamos o Jaime Caird para terra. E em 18 de maio, o carpinteiro construiu um tosco trenó no qual tentaríamos alcançar o porto baleeiro de Husvik. McCarthy ficou para cuidar de Vincent que não conseguia mais andar e de McNish que estava à beira de um colapso nervoso. Partimos para atravessar a Geórgia do Sul... Após cruzarmos montanhas, descermos uma cachoeira por uma corda e enfrentarmos o frio e a fome, chegamos à estação baleeira de Stromness...



Incrível. O administrador, sr. Sorlle quase não acreditou no que via quando apertou a mão de Shackleton. Era o dia 20 de maio de 1916. Shackleton providenciou que Worsley fosse com o baleeiro resgatar Vincent, McCarthy e McNish, juntamente com o Jaime Caird, na Baía do Rei Haakon. Após o desjejum, o sr. Sorlle nos levou até Husvik...



O magistrado de Husvik, sr. Bersten era amigo de longa data de Shackleton. E em 23 de maio de 1916, zarpamos, no navio Southern Sky, rumo à Ilha Elefante para resgatar o restante da tripulação do Endurance. Worsley, McCarthy e McNish já estavam a bordo. Em 28 de maio, tivemos que rumar para as Falklands para providenciar um navio que pudesse suportar o gelo.

Em 31 de maio chegamos à segurança de Port Stanley...

CONTINUA

domingo, 1 de fevereiro de 2009

UM INVERNO DIFERENTE - PARTE I I


Discover James Horner!



O dia 17 de outubro foi terrível. A pressão do gelo foi tão intensa que o navio ergueu-se uns 30cm na proa e 1 metro na popa e ao mesmo tempo adernou 6 graus a bombordo. O Gelo fechava-se sob o casco. Em 19 de outubro, o ângulo de inclinação já era de 30 graus...





O dia 27 de outubro foi o dia fatal. A força do gelo prevaleceu e o valente Endurance perdeu a guerra. Era o fim. Shackleton foi o último a abandonar o navio.







As provisões mais necessárias foram depositadas sobre o floe. Logo iríamos montar o nosso acampamento. O Acampamento Oceânico. Posteriormente migraríamos o acampamento para outro local a 200 metros da proa. O Acampamento Paciência, a 40 km da Ilha Paulet. Infelizmente Frank Hurley salvou apenas 150 fotos, incluindo 20 coloridas. Cerca de 400 negativos se perderam.








Frank Hurley registrava passo-a-passo todo o desenrolar de nossa aventura. Foram montadas 5 barracas. Na barraca 1 estavam: Shackleton, o navegador Hudson, o fotógrafo Hurley, o físico James e o Filósofo-de-Pijama: eu.
Na barraca 2 estavam: o imediato Wild, o geólogo Wordie, o carpinteiro McNish e o segundo cirurgião McIlroy.
Na barraca 3 estavam os marinheiros: How, Bakewell, McCarthy, McLeod, Vincent, Holness, Stephenson e o cozinheiro Green.
Na barraca 4 estavam: o segundo oficial Crean, o meteorologista Hussey, o desenhista Marston e o terceiro oficial Cheetham.
Na barraca 5 estavam: o capitão Worsley, o primeiro oficial Greenstreet, o mecânico Lees, o biólogo Clark, o primeiro engenheiro Rickenson, o segundo engenheiro Kerr, o primeiro cirurgião Macklin e os auxiliares de cozinha clandestinos Blackborrow e Pimpolho.



Aos poucos fomos construindo as estruturas básicas à sobrevivência: banheiro, cozinha, barracas, torre de observação.




Worsley calculava a posição do Sol.




Em 21 de novembro de 1915, todos assistimos à última agonia do Endurance. Subimos no ponto mais alto do acampamento e observamos, a 2 km de distância, o navio desaparecer , definitivamente, sob o gelo. Foi um dia melancólico. Frank fotografou o Acampamento Paciência de grande distância. Era apenas uma mancha na imensidão gelada


Em 20 de dezembro, Shackleton, após discutir a situação com Wild, anunciou a todos que tencionava fazer uma tentativa de caminhar para o oeste, para reduzir a distância da Ilha Paulet. Todos se animaram cm a perspectiva. Iria começar a Marcha no Gelo..
CONTINUA...