domingo, 29 de março de 2009

CRUZADA


France 1184 - Harry Gregson-Williams




Para se evitar um conflito, deve-se estar preparado para ele.



Um movimento em falso pode ser o estopim para uma corrida beligerante...



E é muito cansativa e desgastante, a marcha pela estrada empoeirada que leva ao final do conflito...

Coloca de joelhos o guerreiro...


Mas a bandeira deve ser defendida.

Si Vis Pacem Para Bellum...Publius Flavius não poderia estar mais certo quando pensou nessa locução ... O conflito não faz vencedores. Faz vítimas, sobreviventes e arrependidos...


E encastelar-se não é a solução, pois a um bom cerco nenhuma fortaleza resiste...



No final, tudo se resume a um único verbo: ceder.

7 comentários:

Panda disse...

Caro filósofo.

Coincidentemente estive pensando esses dias sobre a guerra... são tantas!

Vejamos. Há mais de cinco mil anos antes de Cristo temos a bela narrativa da guerra que durou 10 anos entre gregos e troinanos na Ilíada de Homero, cujo filme Tróia não passa nem perto da beleza do livro em si. (E não é conflitante um livro ser tão lindo, narrando atos tao sanguinários e hediondos?)

Alguns milhares de anos depois, ou quem sabe?, já desde a época de Homero, os constantes conflitos entre judeus e palestinos narrados no velho testamento, ainda hoje estão longe de chegar a um fim...

Durante a expansão européia em suas navegações colonialistas, quantas lutas se travaram no Novo Mundo entre os índios e os colonizadores...

As guerras mundiais. As revoltas populares, os confitos das FARC, as guerras travadas entre polícia e traficantes nos morros cariocas.

O mundo vive em guerra e, indiferente de quais sejam os motivos, no fundo eles sempre serão econômicos e políticos. E nenhuma delas conseguiu resolver de uma vez por todas todos os impasses da humanidade.

Penso ser a guerra um mal necessário, pois só se passamos por momentos de conflito damos valor à paz.

Beijos

Panda

Luiz Borges disse...

Panda, o pior é que as guerras serão inevitáveis num futuro próximo, e não por motivos políticos ou revolucionários. O espaço físico para ocupação e a água potável são finitos e as necessidades humanas, infinitas.
Teremos guerras por água e por um pedaço de terra.
A quantidade de água na Terra é a mesma, desde o início, mas a qualidade vem diminuindo década após década. Se a humanidade não acordar já, nossos descendentes terão um problemão difícil de equacionar. Aliás, as gerações de hoje, já enfrentam problemas sérios de abastecimento e de moradia.
Uma prática primitiva que devia acabar são os cemitérios pois ocupam espaço, geram doenças, envenenam lençóis freáticos, têm custos altíssimos de manutenção, além de ser um local depressivo e insalúbre, muitas vezes.

bjão

Filósofo

Panda disse...

Concordo. E (in)felizmente, amigo Filósofo, esta deverá ser, muito provavelmente, a última guerra a ser travada pela humanidade.

Mas se pensar bem, os verdadeiros motivos por trás desta luta pela sobrevivência ainda serão políticos e econômicos. Pois não interessa nada aos nossos governantes implantar políticas ambientais, que geralmente custam muito caro e não dão retorno financeiro.

As mesmas engrenagens que hoje fazem o mundo funcionar serão as responsáveis pela dizimação da raça humana!!!! Nossa, que tom mais profético. Deve ser o Whitman da minha postagem de hoje. Hehehe...

Ana B. disse...

Nooossa! Vocês dois estão um pouco sombrios, não? Eu entendi o seu recado, Filósofo, só não sei ainda de qual das nossas guerras você está falando! Please, esclareça-me!
De qualquer forma, concordo com uma coisa: o outro lado sempre tem que ceder! hahahahaha!
Beijos
Elsa

Luiz Borges disse...

Elsa, Elsinha do meu coração!
Não é uma rima do Walt Whitman não,
mas é um pequeno poeminha do Filósofo resmungão!
Sobre nossa guerra, nada parecida com as de Napoleão,
Basta saber que o resultado final, inevitavelmente, é o abraço carinhoso de quem te ama de montão.

Um grande beijão.

Filósofo-de-roupão

Panda disse...

Ana!!! Realmente eu estava muito sombria ontem, até escrevi um poema que se chama FUNERAL inspirado nas observações do Filósofo sobre cemitérios. Beijos para os dois!

Ana B. disse...

Filósofo, filósofo meu
existe no mundo alguém mais sortuda do que eu?
Respondo por você,
não existe não,
pois de todas no mundo
você é só meu!

Elsa