domingo, 22 de fevereiro de 2009

UM INVERNO DIFERENTE - PARTE FINAL


Revisiting Normandy - John Williams

De Port Stanley resolvi rumar para Buenos Aires e de lá para New York, onde Elsa me esperava aflita. Shackleton e seus companheiros, a bordo do Yetcho, um arrastão chileno, finalmente resgatou sua tripulação na Ilha Elefante, após três tentativas...Foto tirada por Frank Hurley, em agosto de 1916, da tripulação do Endurance em sua paciente espera pelo socorro...









Em 1921 recebi uma carta de Schackleton,narrando a recepção londrina da chegada dele e de sua tripulação, em 29 de maio de 1917, em plena Primeira Guerra Mundial. Foi indescritível...





Infelizmente meu amigo irlandês, Schackleton, enquanto navegava, em sua ultima viagem de exploração , no dia 05 de janeiro de 1922, sofreu um ataque cardíaco, a bordo do Quest, nos arredores da Ilha da Geórgia do Sul. O mundo lastimou a morte daquele explorador que foi um triunfante sobre a vontade em sobreviver...



Anos mais tarde fui visitar meu amigo em Gryvitken....




Nesse mês de visita a Sir Ernst Schackleton, aproveitei , também, para visitar a James Caird Society e ver de perto, novamente, nosso valente bote de ouro...

Fui, em 1964, ao encontro dos sobreviventes daquela aventura e do tempo...



Adquiri um livro muito interessante que depois dei de presente para meu amigo Schroedinger...

Incrível como o tempo passou e como certas lembranças permanecem inalteradas até o fim...
Durante os anos de 1914 a 1917, lutando pela sobrevivência em um lugar inóspito e hostil aqueles estranhos tornaram-se amigos pelo destino, amigos pela solidariedade, amigos pelo sofrimento, amigos até o final de seus tempos.





FIM

3 comentários:

Ana B. disse...

Que maratona, heim?
Ainda bem que no fim, tudo deu certo!
Beijos da sua Elsa

Ivo e Fátima disse...

Não sei, mas me parece que conheço Mrs. Chippy. Sua fisionomia não me é estranha.
Quem sabe algum dia me lembre de onde a conheço.
Com o final extraordinário da saga que junto vivemos, quero mais uma vez registrar minha grande admiração tanto pela coragem e despreendimento do auxiliar de cozinha Pimpolho, como a excelente narrativa dos fatos feita pelo próprio filósofo, que, mesmo longe de sua amada Elsa tudo registrou com a máxima fidelidade aos fatos testemunhados por essa testemunha ocular que aqui comenta (com um pequeno deslize - a distribuição das pessoas na barraca quando do Acampamento Paciência, o que absolutamente não comprometeu a beleza da aventura vivida).

Um grande abraço de Charles Green

Luiz Borges disse...

Pois é...o Mrs. Chippy é o avô do Gato de Schroedinger e está nos ombros do irmão gêmeo do Mestre I-Vong. Não é uma coincidência incrível?